Congresso Científico In4Med 2026
No âmbito do Congresso Científico In4Med 2026, teve lugar, no passado dia 22 de fevereiro, um debate centrado no tema da autonomia das equipas não médicas.
A SRCOF esteve representada pela sua Presidente, Lúcia Santos, participando igualmente António Manuel Fernandes Lopes, Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, Ema Paulino, Presidente da Associação Nacional das Farmácias, Valter Amorim, Presidente do Conselho Diretivo Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros e Joana Bordalo e Sá, Presidente da Comissão Executiva da Federação Nacional dos Médicos.
Na sua intervenção, Lúcia Santos destacou que a discussão em torno de novas competências deve ser entendida não como uma expansão de poder, mas como uma expansão de responsabilidade, sustentada em formação adequada, protocolos claros e responsabilização dos profissionais. Sublinhou ainda que a preocupação central de todos os intervenientes no sistema de saúde deve ser, em qualquer circunstância, a segurança do doente.
Mais do que uma questão relacionada com as fronteiras da intervenção dos profissionais, Lúcia Santos salientou que este é um debate estrutural sobre o modelo de organização do sistema de saúde, que deverá evoluir de uma lógica ainda vertical e centrada, para modelos mais colaborativos, integrados e resilientes. Foi igualmente evidenciado o contributo do farmacêutico nas equipas multidisciplinares, nomeadamente na promoção do uso seguro e eficaz do medicamento, na proximidade ao cidadão e na capacidade de resposta em situações clínicas ligeiras, sempre em articulação com os restantes profissionais de saúde.
O debate permitiu uma troca de ideias rica e construtiva, tendo, de forma geral, os intervenientes convergido na necessidade de uma evolução da prestação de cuidados de saúde no sentido de uma maior autonomia dos profissionais na assunção de novas competências, sempre com o princípio basilar da salvaguarda da segurança do doente.